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sábado, 11 de fevereiro de 2017

Datas Comemorativas

Em muitos momentos de nossa atuação docente, esbarramos nesse assunto e ao mesmo tempo, queremos fugir dele, por demandar da escola nesse contexto, muita argumentação e paciência para lidar com a diversidade cultural de nosso país. Especialmente na Educação Infantil e Ensino Fundamental I, temos o interesse em trabalhar datas comemorativas como inserção das crianças no acesso à cultura popular, o que é um dos objetivos do ensino nessa etapa. Mas em contrapartida, existem muitas religiões que proíbem danças, fantasias e até mesmo, a audição de determinadas músicas que não sejam do estilo gospel. Compreendo que o respeito deve sempre prevalecer, mas é justo que os pais privem as crianças desse momento diferenciado com os amigos por conta de uma crença que elas nem escolheram, mas convivem? Como lidar?
Acredito que primeiramente, precisamos conversar com todos os responsáveis, seja através de bilhetes ou na reunião de pais mesmo, falando da importância desses momentos na formação cultural do indivíduo, da necessidade do faz de conta nessa faixa etária, do valor dessa situação escolar para a convivência com a diversidade e a percepção do diferente como positivo, não gerando assim, situações de intolerância e discriminação de qualquer ordem. Os pais que não aceitarem a situação, aceite e aja com respeito. Há momentos em que os pais que não aceitaram, ao ver o interesse das crianças em participar, acabam por não mais resistir, autorizando a participação dos pequenos no evento.
O que, ao meu ver não é positivo, é a instituição abrir mão da maioria dos pais que acataram a realização do evento para satisfazer a minoria que não tolera o diferente e desvaloriza a própria cultura de seu país, desvalorizando os valores institucionais e a decisão majoritária. O diálogo e a compreensão de ambos os pontos são muito importantes, pois os responsáveis devem ter ciência de que a escola não trabalha a cultura de forma pejorativa como muitos imaginam, mas sim, de forma consciente e saudável, afinal, as crianças também vivem no mundo como nós, precisam cada vez mais se apropriarem desse espaço e das vivências que nele ocorrem para que possam escolher e decidir sobre seus pontos de vista, opiniões e formas de ver o mundo. 
A diversidade e a valorização cultural fazem parte dos objetivos das instituições laicas,  imparciais e democráticas, o que deve ser debatido e respeitado em favor de uma educação que valoriza, respeita, tolera e não discrimina.
Qual sua opinião sobre esse tema? Comente aqui seu ponto de vista, 
Atenta e democrática, Alice.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Limites sim ou não?

Os limites são necessários em todos os momentos da vida, não se trata somente de saber o que pode-se fazer, mas também do como realizar ou não determinadas atividades, nesse sentido, os limites são norteadores dos diferentes momentos da vivência e experiências das crianças. Como mostrá-los  e garantir sua utilização? Vejamos:

1° Rotina: Todos temos e fazemos alterações no cotidiano, mas é necessário que se tenha um ponto de partida, momentos fixos do dia para realizar as diferentes tarefas, seja a hora do café, escovação dental, banho, momento de estudos em casa, hora de ir à escola, hora de dormir, acredito que esses momentos são necessários especialmente às crianças, pois eles tendem a ter menos insegurança no decorrer do dia se elas podem "prever" os acontecimentos.

2° Regras: Tudo na vida possui regulamentos não é mesmo? As crianças fazem parte disso, logo, precisam das regras como as de convivência em casa, como se comportarem no uso do banheiro, dos utensílios da casa, da televisão, do celular, é necessário que sejam regras condizentes com a faixa etária da pequena, pois do contrário, ela não vai compreender nem cumprir, porque só cumprimos e respeitamos o que entendemos não é mesmo?

Caso a criança ou jovem descumpra os combinados, sente-se e olhando em seus olhos, converse, mostre que não achou positivo o descumprimento e pergunte o porque dele ter ocorrido, deixe que se expresse, se observar que as regras são realmente inflexíveis ou desnecessárias entre em um consenso, porém não ceda se perceber que a pessoa está sendo irresponsável, mostre a necessidade da regra e da rotina para o bom funcionamento da casa, da sala ou do ambiente em questão. 
Deixe sua dica, seu comentário será de grande valia!!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Histórias Inspiradoras

Todos nós temos livros e histórias que amamos e nos inspiram a ler aos pequenos ou indicar aos jovens, seguindo essa linha de pensamento, reuni alguns livros que acho bastante relevantes para uso em classe e fora dela também. Vamos lá!

1: O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry
2: Menina Bonita do laço de fita de Ana Maria Machado
3: A Bela e a Fera de Gabrielle-Suzanne Barbot
4: O melhor de mim de Nickolas Sparks
5: As Aventuras de Robinson Crusoé de Daniel Defoe
6: Harry Potter de J.K. Rowling
7: Morte e Vida Severina de João Cabral de Melo Neto
8: Dom Casmurro de Machado de Assis
9: Senhora de José de Alencar
10: Capitães da Areia de Jorge Amado
11: Vidas Secas de Graciliano Ramos
12: Todos os clássicos da Disney (em especial o de O Rei Leão) de Walt Disney
13: Um caldeirão de poemas de Tatiana Belinky
14: Festa no Céu de Ana Maria Machado
15: Sete Contos Russos de Tatiana Belinky
16: O domador de monstros de Ana Maria Machado
17: Um monstro debaixo da cama de Angelika Glitz
18: Clássicos da literatura brasileira de autores maravilhosos
19: Dona Baratinha de Ana Maria Machado
20: Até as princesas soltam pum de Ilan Brenman 

Nossa, deu até vontade de ler mais um pouco! Tantos bons livros!! Se quiser adicionar seus livros preferidos na lista, é só comentar o nome e o autor, vou adorar ter dicas de livros para apreciar :) Fiquem à vontade! A biblioteca é nossa!! Deixe suas indicações...

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Bullying é assunto sério sim!

Confesso que estava evitando falar sobre esse assunto aqui no blog, afinal, já existem tantos meios de comunicação tratando do assunto, até canais como o Cartoon Network se expressa a respeito com a campanha "Chega de Bullying, faça sua parte!", ainda assim é triste observar que o assunto ainda é ignorado, pois é só "brincadeira de criança".
Todos já passamos por aquela fase da vida, na qual geralmente um menino bobão que se achava o máximo, se unia com mais pessoas de seu temperamento e saíam pela escola, colocando apelidos em todo mundo que não fazia parte do tal grupinho popular, pessoas que iam à escola para estudar de fato. Vez ou outra, uma provocação agressiva quando alguém reagia contra a falta de respeito. nhamos pesadelos terríveis e não queríamos ir à escola de jeito nenhum no dia seguinte. Há quem levasse na esportiva e zoava a si próprio junto, mas eram raros. Algumas vezes, contávamos para nossos responsáveis, que iam conversar com o diretor, mas às vezes, aquilo era tão frequente que simplesmente seguíamos em frente sem contar nada pra ninguém, na esperança de que Deus tirasse aquele "mala sem alça" da escola no ano seguinte e pudéssemos voltar a uma vida normal sem ninguém nos difamando, maltratando, criando barreiras psicológicas.
Eis que houve a seguinte situação com uma moça no Ensino Médio, ela era excelente estudante, daquelas que a nota mínima era 8,0; ela era uma pessoa muito centrada, gostava de ir às aulas, se sentia fascinada com as diferentes disciplinas. Um dia, na aula de química, ela estava num debate acalorado com a professora sobre os cálculos que envolviam a matéria, os colegas por não pactuarem do momento, começaram a encher a moça de bolinhas de papel, elas vinham de todos os lados, a menina ficou muito chateada e a professora, nada fez, a moça saiu da classe e foi falar com o diretor, ele lhe disse que era melhor ela parar de participar das aulas porque estava gerando muitos ciúmes dos colegas, nem preciso dizer que ela se sentiu desamparada é triste em saber que ela tinha de parar de fazer o certo (estudar para tentar o vestibular) para satisfazer a ignorância das pessoas de sua sala. Em outro dia, ela chegou na escola e todos a estavam observando, fofocando sobre ela, foi quando um de seus raros amigos lhe perguntou: Você dormiu com o Eduardo? Ela havia lhe respondido que nunca havia saído, muito menos dormido com qualquer carinha das redondezas. Ele disse que o tal rapaz, havia dito que tinha saído com ela e ela era muito gostosinha, havia deixado até ele "finalizar" nela. A moça mais uma vez, se sentiu enojada, irritada e desamparada, ela chegou a ligar para sua mãe que falou pra ela se virar, porque era besteira, ela já estava cansada de ir à escola resolver seus problemas e ela que se virasse. Ela falou com o diretor, mostrou o cara, mas ele mais uma vez ignorou o pedido dela, o que fez ela se sentir a pior pessoa da face do planeta, naquela tarde, assim que chegou em casa, ela tentou suicídio (ela desistiu quando viu que ia doer), mas como não deu certo, ela teve de ir à mesma escola até o fim do ciclo, terceiro ano do ensino médio com as mesmas pessoas que tanto lhe maltratavam, suas notas caíram, ela entrou em depressão, mas não sabia disso, até ter começado a faculdade e conhecer a professora de psicologia que lhe indicou terapia, hoje essa amiga está bem, mas e, se naquele momento, ela não desistisse e se suicidasse? Nós sabemos, que seria apenas mais uma pras estástisticas, que a história não seria contada e a violência escolar havia feito mais uma de suas vítimas.
Voltando às observações sobre o tema, cada vez mais tenho observado que uma das principais causas que levam a alguém praticar o bullying é a necessidade de se afirmar enquanto poderoso ou pertencente à um grupo "descolado que faz o que bem entende", geralmente suas vítimas são pessoas não tão populares, estudantes focados, que possuem poucos amigos, geralmente não violentos, mas o inverso também é possível, o mais frequente é o primeiro. Ao procurar ajuda e apoio e não encontrar, as crianças e jovens afetados se sentem desamparados, desmotivados a irem ao colégio, notas diminuem em matérias que eram as preferidas e tinha-se notas melhores, isolamento, agressividade, tristeza constante, dentre outros diversos comportamentos. 
Acredito que a solução sempre se inicia no diálogo, converse com a criança/jovem mostre que você notou que ele tem andado preocupado, saído com mais de uma calça (se for o caso), aponte as mudanças, deixando que o mesmo sinta-se confortável para lhe contar sobre o ocorrido, num primeiro momento pode ser que não dê certo, mas tente, antes, ele precisa saber que pode confiar em você, depois, se sua suspeita de bullying for confirmada, marque uma reunião com os professores e a coordenação dá escola de seu filho para saber quais as possíveis medidas adotadas pela unidade para lidar com o problema, deixe a escola agir em parceria, em hipótese alguma, fale diretamente com a criança/jovem agressor, isso pode causar ainda mais problemas ao seu filho, caso toda tentativa seja fracassada, transfira seu pequeno de escola, ele não merece ser violentado. Sempre incentive o diálogo sincero e constante em seu lar, se seu filho confiar em você desde sempre, você sempre será o porto seguro dele, o primeiro a saber de tudo que se passa na vida dele de bom ou não. Espero com esse post, deixar um pouco de auxílio. Seguem alguns links de sites, caso queiram se aprofundar no tema. Deixem sua opinião, seu comentário é muito importante.
https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Bullying
http://m.brasilescola.uol.com.br/sociologia/bullying.htm
novaescola.org.br/conteudo/336/bullying-escola