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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Bullying é assunto sério sim!

Confesso que estava evitando falar sobre esse assunto aqui no blog, afinal, já existem tantos meios de comunicação tratando do assunto, até canais como o Cartoon Network se expressa a respeito com a campanha "Chega de Bullying, faça sua parte!", ainda assim é triste observar que o assunto ainda é ignorado, pois é só "brincadeira de criança".
Todos já passamos por aquela fase da vida, na qual geralmente um menino bobão que se achava o máximo, se unia com mais pessoas de seu temperamento e saíam pela escola, colocando apelidos em todo mundo que não fazia parte do tal grupinho popular, pessoas que iam à escola para estudar de fato. Vez ou outra, uma provocação agressiva quando alguém reagia contra a falta de respeito. nhamos pesadelos terríveis e não queríamos ir à escola de jeito nenhum no dia seguinte. Há quem levasse na esportiva e zoava a si próprio junto, mas eram raros. Algumas vezes, contávamos para nossos responsáveis, que iam conversar com o diretor, mas às vezes, aquilo era tão frequente que simplesmente seguíamos em frente sem contar nada pra ninguém, na esperança de que Deus tirasse aquele "mala sem alça" da escola no ano seguinte e pudéssemos voltar a uma vida normal sem ninguém nos difamando, maltratando, criando barreiras psicológicas.
Eis que houve a seguinte situação com uma moça no Ensino Médio, ela era excelente estudante, daquelas que a nota mínima era 8,0; ela era uma pessoa muito centrada, gostava de ir às aulas, se sentia fascinada com as diferentes disciplinas. Um dia, na aula de química, ela estava num debate acalorado com a professora sobre os cálculos que envolviam a matéria, os colegas por não pactuarem do momento, começaram a encher a moça de bolinhas de papel, elas vinham de todos os lados, a menina ficou muito chateada e a professora, nada fez, a moça saiu da classe e foi falar com o diretor, ele lhe disse que era melhor ela parar de participar das aulas porque estava gerando muitos ciúmes dos colegas, nem preciso dizer que ela se sentiu desamparada é triste em saber que ela tinha de parar de fazer o certo (estudar para tentar o vestibular) para satisfazer a ignorância das pessoas de sua sala. Em outro dia, ela chegou na escola e todos a estavam observando, fofocando sobre ela, foi quando um de seus raros amigos lhe perguntou: Você dormiu com o Eduardo? Ela havia lhe respondido que nunca havia saído, muito menos dormido com qualquer carinha das redondezas. Ele disse que o tal rapaz, havia dito que tinha saído com ela e ela era muito gostosinha, havia deixado até ele "finalizar" nela. A moça mais uma vez, se sentiu enojada, irritada e desamparada, ela chegou a ligar para sua mãe que falou pra ela se virar, porque era besteira, ela já estava cansada de ir à escola resolver seus problemas e ela que se virasse. Ela falou com o diretor, mostrou o cara, mas ele mais uma vez ignorou o pedido dela, o que fez ela se sentir a pior pessoa da face do planeta, naquela tarde, assim que chegou em casa, ela tentou suicídio (ela desistiu quando viu que ia doer), mas como não deu certo, ela teve de ir à mesma escola até o fim do ciclo, terceiro ano do ensino médio com as mesmas pessoas que tanto lhe maltratavam, suas notas caíram, ela entrou em depressão, mas não sabia disso, até ter começado a faculdade e conhecer a professora de psicologia que lhe indicou terapia, hoje essa amiga está bem, mas e, se naquele momento, ela não desistisse e se suicidasse? Nós sabemos, que seria apenas mais uma pras estástisticas, que a história não seria contada e a violência escolar havia feito mais uma de suas vítimas.
Voltando às observações sobre o tema, cada vez mais tenho observado que uma das principais causas que levam a alguém praticar o bullying é a necessidade de se afirmar enquanto poderoso ou pertencente à um grupo "descolado que faz o que bem entende", geralmente suas vítimas são pessoas não tão populares, estudantes focados, que possuem poucos amigos, geralmente não violentos, mas o inverso também é possível, o mais frequente é o primeiro. Ao procurar ajuda e apoio e não encontrar, as crianças e jovens afetados se sentem desamparados, desmotivados a irem ao colégio, notas diminuem em matérias que eram as preferidas e tinha-se notas melhores, isolamento, agressividade, tristeza constante, dentre outros diversos comportamentos. 
Acredito que a solução sempre se inicia no diálogo, converse com a criança/jovem mostre que você notou que ele tem andado preocupado, saído com mais de uma calça (se for o caso), aponte as mudanças, deixando que o mesmo sinta-se confortável para lhe contar sobre o ocorrido, num primeiro momento pode ser que não dê certo, mas tente, antes, ele precisa saber que pode confiar em você, depois, se sua suspeita de bullying for confirmada, marque uma reunião com os professores e a coordenação dá escola de seu filho para saber quais as possíveis medidas adotadas pela unidade para lidar com o problema, deixe a escola agir em parceria, em hipótese alguma, fale diretamente com a criança/jovem agressor, isso pode causar ainda mais problemas ao seu filho, caso toda tentativa seja fracassada, transfira seu pequeno de escola, ele não merece ser violentado. Sempre incentive o diálogo sincero e constante em seu lar, se seu filho confiar em você desde sempre, você sempre será o porto seguro dele, o primeiro a saber de tudo que se passa na vida dele de bom ou não. Espero com esse post, deixar um pouco de auxílio. Seguem alguns links de sites, caso queiram se aprofundar no tema. Deixem sua opinião, seu comentário é muito importante.
https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Bullying
http://m.brasilescola.uol.com.br/sociologia/bullying.htm
novaescola.org.br/conteudo/336/bullying-escola

2 comentários:

  1. Adorei seu texto. O diálogo realmente é o caminho!Nós como professores ou pais devemos ser observadores. Muitas vezes a vítima pede socorro através de suas atitudes, devemos estar atentos a isso. Somente dessa forma podemos dar apoio e orientação. O tema deve ser trabalhado nas escolas com os alunos e com os pais. É necessário mostrar a sociedade o quanto esta questão pode ser prejudicial na vida de uma criança e no decorrer de sua formação como cidadão.

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  2. Obrigada por sua participação Fátima!Seja bem-vinda! Realmente, a união de todos os interessados em prol da busca de soluções é o caminho mais acertado, acredito que quanto mais cultivamos o diálogo sincero com nossos pequenos, mais criaremos uma barreira protetora â essa violência que tem maltratado e levado tantas crianças e jovens a dar cabo da própria vida.

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